7 de Abril – Dia Mundial da Saúde: DIREITO À SAÚDE PARA QUEM?

Em 1948, o dia 7 de abril foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial da Saúde. Ano a ano, a data é um importante momento para refletir sobre as condições de saúde vivenciadas em diferentes lugares do mundo, além de estimular a criação e o fortalecimento de políticas que garantam o acesso pleno a este direito.

Quando pensamos o Direito à Saúde no Brasil, um dos principais desafios está no enfrentamento ao racismo institucional, que atinge a população negra diretamente nas suas condições de vida, através da falta de saneamento básico e de água potável, das moradias inadequadas, da insegurança alimentar e nutricional, da falta de acesso às informações, e se estendem às negligências e violências vivenciadas durante os atendimentos médicos.

A situação parece se agravar ainda mais quando se trata de enfermidades relacionadas à saúde sexual e reprodutiva das mulheres negras. O Boletim Epidemiológico Saúde da População Negra (2023) revela que, dentre as gestantes diagnosticadas com HIV em 2021, 67% eram negras e que 70% das crianças com sífilis congênita eram filhas de mães negras.

Já segundo o IBGE, mulheres negras somam 53% das mortes em decorrência da gestação no Brasil.

Embora as condições de vida dessas tantas mulheres possa ser um fator que potencializa o risco de complicações e mortes durante a gravidez e o parto, há que se considerar ainda a violência obstétrica, que impacta negativamente na qualidade de vida das mulheres.

Além da violência obstétrica e de todo o conjunto de violações de direitos que causam efeitos devastadores – quando não a morte – em gestantes negras, as problemáticas relacionadas ao acesso à saúde para a população negra atingem também o desenvolvimento de suas crianças e contribuem para as altas taxas de mortalidade de crianças negras – muitas vezes por causas evitáveis.

Leia o texto completo no site do Observatório de Justiça reprodutiva do Nordeste!

7 de abril – Dia Mundial da Saúde: Direito à saúde para quem, se mulheres e crianças negras seguem sendo vítimas das injustiças reprodutivas?

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